segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Sobre o Amor...

Disse, então, Almitra: Fala-nos do Amor.

E ele levantou a cabeça e olhou para as pessoas, e o silêncio caiu sobre eles. E com uma voz poderosa ele disse:

Quando o amor vos chamar, segui-o,
Apesar do seu caminho ser duro e íngreme.
E quando suas asas vos envolverem, abraçai-o,
Apesar da espada escondida entre suas penas poder ferir-vos.

E quando ele falar convosco, acreditai nele,
Apesar de sua voz poder esfacelar vossos sonhos como o vento norte arruína o jardim.

Pois mesmo quando o amor vos coroa, ele vos crucifica. Mesmo sendo para o vosso crescimento, ele também vos poda.

Mesmo quando ele chega à vossa altura e acaricia vossos ramos mais tenros que tremem ao sol,
Ele também desce até vossas raízes e abala a vossa ligação com a terra.

Como feixes de milho, ele vos une a si próprio.
Ele vos ceifa para desnudar-vos.
Ele retira vossas espigas.
Ele vos mói até ficardes brancos.
Ele vos amassa até ficardes moldáveis;
E depois ele vos designa ao seu fogo sagrado, para que vós vos torneis o pão sagrado do sagrado festim de Deus.

Todas estas coisas o amor fará convosco até que conheçais os segredos dos vossos corações, e, através deste conhecimento, vos torneis fragmentos do coração da Vida.

Mas se, por medo, buscardes apenas a paz do amor e o prazer do amor,
É melhor que cubrais a vossa nudez e que passeis da eira do amor
Para o mundo sem estações, onde rireis, mas não todo o vosso riso, e chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.

O amor não dá nada além de si mesmo e não toma nada além de si mesmo. O amor não possui nem é possuído; Pois o amor é suficiente ao amor.

Quando vós amais, não deveis dizer: "Deus está no meu coração", mas sim "Estou no coração de Deus".

E não pensai que podeis dirigir o curso do amor, pois o amor, se achar que mereceis, dirige o vosso curso.

O amor não tem outro desejo além de satisfazer a si mesmo.


O Profeta
Khalil Gibran

A Estranha Linguagem do Mundo...

Não sei definir o que será este texto. O que já é ruim prá ser um inicio, mas vamos ao que interessa: você já reparou que o mundo tem uma linguagem? Diferente... Esquisita... Quase indecifrável... Alguns a classificam de linguagem espiritual, apesar do espírito, ser algo inefável, de essência incompreensível aos sentidos e ao pensamento. Mas tenho notado nestes anos de minha passagem por aqui, que a natureza, os espíritos, ou o Criador, ou tudo junto se manifesta todos os dias, em todos os lugares, através de pequenas coisas e também de coisas grandes. É difícil falar de experiências extra-sensoriais porque alguns podem interpretar como um pensamento de origem religiosa, tentando impor-se aos demais. Não é nada disso. Não gosto de dogmas, de verdades inatingíveis, de verdade inatingível já nos basta a morte, como o fim, ou o começo, quem sabe? Dizia, no entanto, que este texto, não é religioso no sentido de propagar uma crença em uma doutrina, até porque acredito que o caminho da verdade é algo pessoal, extremamente íntimo, impossível de ser compartilhado, com a linguagem e o nível de desenvolvimento tecnológico e social que possuimos. Mas deixemos as desculpas de lado, e vamos tratar de algo que possa ser tratado. Falava da linguagem do mundo, o mundo fala comigo em um pôr-do-sol, todos os dias... eu tenho olhos para vê-lo e invariavelmente, à noite, alta noite, quando mando ao céus a fumaça de um cigarro, observando os contornos dos pés de eucalipto da paisagem existente, também olho as estrelas. E é estranho, mas compreendo o poeta, eu também as ouço... "Ora direis ouvir estrelas... certo perdeste o senso...". Há um espetáculo no céu toda noite, e quando a lua está cheia, ele é mais bonito ainda. Nada é em excesso, ou nada falta. Que língua mais estranha.... a do céu. Recebo recados às vezes incompreensíveis por todo lado, anos mais tarde, há um estalo na minha cabeça: então, isso queria dizer aquilo. Compreendo com uma clareza absoluta, como tudo estava ali, todos os sinais. O meu entendimento é que era pouco. Faço um convite, escute o mundo e me diga o que ele te fala. Talvez possamos entender o indecifrável.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

O que tem nessa edição...

Sempre começo pela entrevista: a dessa semana é com o ex-presidente Itamar Franco, aquele do topete. Interessante a oponião dele sobre os seus sucessores, Fernando Henrique e Lula, e também sobre o episódio da modelo Lilian Ramos, fotografada sem calcinha ao seu lado no carnaval de 1993. Destaque para a reportagem "O Brasil não aguenta mais imposto", onde compara-se a carga tributária do Brasil com a dos países industrializados e em desenvolvimento, só como aperitivo a do Brasil corresponde a 33,7% do PIB contra 38,8% dos países industrializados. Outra boa: "Chinaglia obedece ao baixo clero", sobre o corporativismo e o clientelismo instalados na câmara federal.

Ensaio Cultural 2

Conforme prometido: foto de Pedim de Belinha ao teclado e Wilton na percussão. Aguardavamos a chegada de Cicim (também de Belinha) que até o momento da foto, encontra-se em rumo ignorado. Sentimos ainda a ausência de Cumpadre Rinaldo que estava entre os seus (desculpas aceitas). Música com essa galera é outra coisa.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Por que ouvir o outro lado?....

Comprei a revista por causa das mulheres, claro. Mas ai me deparei com a entrevista de José Dirceu, aquele mesmo do PT. Pensei não vou perder meu tempo lendo desculpas de políticos. Mas no caso de José Dirceu, acabei mudando a opinião. Não por causa dele, pessoa aliás, pela qual não nutro nenhuma simpatia, sempre o achei arrogante, como a maioria dos que cercam o atual presidente. Mas então por que cargas d'água ouvir o outro lado da história, simples: o outro lado existe. Ignorar isso é falta de inteligência. Não sou inteligente, mas estou no caminho do conhecimento. Hilária a parte que ele fala de Diogo Mainardi, colunista da revista Veja. Leiam e tirem suas conclusões. É a manifestação do outro lado. As conclusões ficam a cargo de cada um.

15 Minutos - Ou um tempo qualquer...

Sonhei noite passada, que dedicava quinze minutos a mais em todas as atividades que fazia. E, claro, isso alterava a qualidade dos meus atos. Não como algo mecânico pela forma e rigidez numérica, mas como algo de plena concentração e absorção da atividade pela atividade. Experimentei isso durante a manhã e tudo ganhou novos nuances. O trabalho, a leitura, até o gosto do café mudou, ganhou gosto de café, cheguei a ver a fumaça sumindo no ar com o aroma. E agora esse texto em que dedico algum tempo para escrever por escrever (não necessariamente 15 minutos). Isso não é um conselho, dizem que "conselhos são nostalgias disfarçadas". Por enquanto ainda não estou neste estado. Me ensinaram a relaxar outro dia. Como algo fora da existência, para além do além. Acho que cheguei ao Nirvana (não a banda, mas o estado espiritual). Achei que foi por muito tempo, e ai sonhei com quinze minutos em tudo... E porque quinze? sei lá!? Se fosse Zagallo seria treze... O que importa? Importa a relevância que damos ao tempo e o que fazemos com ele enquanto nos importamos. O que para você pode ser baboseira, neste momento para mim é puro prazer, de dizer.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Ensaio Cultural

Tem coisa melhor do que reunir alguns(?!) amigos(?!), com boa música, cachaça e um bom papo (ou quase)? Sei não. Domingo, dia 19 de agosto de 2007, a galera se reuniu no sitio do Monstro (Bastião ou Tião). Presença do maestro Claudier (sem ele não tem música) e ainda de Pedro de Belinha (aguardem novas fotos) e Wilton (continuem aguardando) ambos na percussão. Rolou de tudo, em termos de música, o que é uma pena. O mote era MPB, mas até Zezé de Camargo reclama do termo, com razão. Não rolou Djavan até porque o momento era inoportuno, mas a pedidos, passou por lá Bruno & Marrone. Prá quem gosta foi ótimo. Mas teve uma palinha da música italiana em forma de arremedo. Ainda bem que ninguém gravou. Se tudo correr bem, brevemente estaremos em outro local, aguardem.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Destaques: A misteriosa deportação: como dois campeões mundiais de boxe cubanos foram assediados no Brasil, caíram na farra, não resistiram as pressões de Fidel Castro e voltaram para casa humilhados - Como o governo Lula resolveu sem diplomacia o problema da deportação dos cubanos; - A HORA DA PARTILHA: para prorrogar a CPMF, governo temporada de nomeações políticas e liberação de verbas a parlamentares. Será o estilo FHC de volta?; Reportagem de capa: O espiritismo cinco anos depois da morte de Chico Xavier: a história do Código Xavier, senhas confidenciais que o médium teria deixado para confirmar seu retorno.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Reportagem de Capa: Revista VEJA 15/08/2007

O objetivo desta parte do blog não é fazer propaganda de nenhuma revista de grande circulação nacional. Creio que elas não precisam deste espaço para esta finalidade. Mas queremos aqui, montar um painel de discussão sobre os temas nacionais de maior relevância. Leia, discuta e opine. É de graça. Aumenta sua bagagem intelectual, amplia sua visão de mundo. A reportagem de capa desta semana da revista VEJA é sobre o fato da justiça brasileira não ser capaz de manter na cadeia assassinos e corruptos presos. Aponta como origem da impunidade em nosso país a própria lei. Fala sobre o trabalho árduo da polícia federal, em tantas operações de nomes cinematográficos e dos poucos resultados obtidos. Mostra a boa vida dos mensaleiros, lembra? Aqueles deputados denunciados em rede nacional de rádio e televisão. Vamos ler e comentar a respeito. Vale a pena relembrar e questionar as causas da impunidade apontadas pelo autor da reportagem o Sr. Marcelo Carneiro. O título da matéria é: "Frágil como papel". Boa leitura.